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Mostrando postagens de maio, 2020

VENTANIA

VENTANIA         TANIA               IA VENTANDO                     COMENDO VENTA                   DA VENTANIA                   COM VENTANIA VENTA        TANIA               IA                  COMENDO                                  O                       ME   DO

SEM TÍTULO

Despedaçamos corações pois a  vida é feia de  pedaços e momentos; reconstruir o mundo em nossa vida é surgir com o sol numa manhã fresca e simples.

VÔO

"... E a pomba alça vôo. Se eu a alcançasse, esta rosa, certamente daria pra você, e se  tivesse que dá-la a um outro alguém não seria com a mesma intensidade, carinho e admiração."                                             Meandi Ghandi

AS APARÊNCIAS

Estão, simplesmente, por estar. Não passam além do próprio estar.  Do próprio rótulo. Nos distinguimos por aquilo que não somos. Por aquilo que  não temos. Somos belos. Somos feios. Somos importados. Somos cópias daquilo que  não somos. Chegam os fios  brancos, a estética, pinta-se de  uma beleza vulgar. O corpo envelhece, o artista plástico modela-o e  engana a vida. E o fim? Todos nós dentro de uma mesma caixa, de  madeira comum.

UMA MULHER

Uma mulher, um mistério, uma vida. Seus encantos, dádiva de Deus. Sua humildade, a grandeza da natureza. Capaz de gerar outrem, ensinar os mistérios da vida e a grandeza de  ser feliz. Conta-nos histórias de ninar. conta-nos a contar as contas da ave-maria. No semblante leva a marca daquilo que  somos, daquilo que  é a nossa história. No coração, leva a ternura de ser mulher. No corpo, o destino de  ser sempre ela.

A VILA

Mulheres que sobem com lata d'água na cabeça, mulheres que descem com bolsas de roupa limpa para madames. Do amanhecer ao anoitecer, trabalho não falta na vila. Sim por ser este o ganha pão da turma da vila.  Durante o dia, correria sobe e desce, gritaria e jogo de bola se faz presente na pobre vila. Durante a noite, batucada no boteco de "Seu" João e  a novela na casa de Dona Raimunda e a gurizada no bate papo (furado) ou na paquera da morena da vila. À certa hora da noite, ouve-se uma briga, é  novamente "seu" Antônio discutindo com a Dona Rosária não se  sabe o motivo e algum vizinho diz: "Óia, todo dia é essa confusão que a dona Rosária apronta". E a vida da vila continua, com suas brigas, com suas malandragens, com seus batuques.

POEMA DE QUATRO

I Porque pensar que um quadrúpede (por ter patas) tenha menos sabedoria e afeto? Porque pensar que nós bípedes, presunçosos, prepotentes, somos a imagem de Deus, os deuses da inteligência?  Porque pensar que um batráqueo, cascudinho e fedorento, é menos filho de Deus, é menos gene que a gene? Porque pensar? II Nos outorgamos sábio de uma sabedoria vã. Nos outorgamos doutores em mil facetas. Mas, o Criador concedeu aos irracionais a are de construir e destruir, de transformar a matéria em nada. III De transformar a matéria em tudo. Tudo o que ilumina. Tudo o que vibra. Tudo o que ama. E no entanto nos outorgamos o poder. O poder de vida e morte sobre as coisas racionais ou irracionais. E no entanto tomamos posse dos quadrúpedes, dos bípedes, dos batróqueos. Invadimos a vida com nossa idéia de morte. de nossa  matéria. Afinal, porque pensar em mim,  na minha matéria, nas minhas coisinhasíntimas se as flores, os dias, as noites,  o sol e a chuva vivem, independentes de...

DIÁLOGO E POESIAS

Imagem
  -Luiz, estou bêbado! Sei que não quero mais ser poeta de  coisas fugidias. -Deixe disso, caro poeta. Todos somos poetas. Vivemos brincando com as palavras. Realizando os sonhos dos que não em a  realidade do prazer. -Eu sei caro amigo. Sei que não somos simples pessoas. Mas simplesmente,  fabricantes de  rimas e versos. -Meu poeta, façamos o que a  vida nos ensina encher a cara, que amanhã é outro  dia.

Sem rótulo

Bravo! Bravíssimo! Oh, gente ignorante! Caminhais e não conheceis vosso semelhante? Sentais ao lado de um homem e jamais quereis saber quem é? Somos todos animais? Somos todos criminosos? Ou seremos a imagem e semelhança do próprio Deus? Reza-se o Credo e definha-se a  própria vida com o aço da morte. Cretino! Farisaista! Hipócrita! Rotulamo-nos por aquilo que  não podemos ser. Minha ignorância é não compreender a nossa distinção, a nossa sociabilidade.

Molecas

Molecas sempre  travessas, sempre a me chamar de poeta. Duas inseparáveis infância,  sempre a pedir guloseimas, sempre a pedir ao sorveteiro para caprichar nas cores deliciosas, e se lambuzar nas estrepulices da meninice. Com sorriso de  molecas, a pança cheia, a boca suja com as cores doces, brincam com suas energias plenas em travessuras de pique-esconde, de amarelinhas ou quem sabe de  pular corda. Molecas sempre travessas,  cantam para dormir embaladas ao som de histórias maternas. Já não pedem guloseimas apenas sonham em ser sempre crianças, criança sapeca, criança moleca.

Política?

Política? Política é coisa de político. Política, arte de saber, enrolar. Política, arte de saber, falar bem. Todos somos políticos porque todos sabem. Vocês sabem. O que seríamos sem política, uma vida monótona e chata. Valorizá-la, jamais, desvalorizá-la, nem  pensar. Política é coisa séria, hein! Desculpe, política é  malandragem.

Minha loucura

Ah! Vós me olhais como um louco solo na multidão, esbravejando palavras estéreis. Ou será  que a loucura é não aceitar o que somos, o que falamos? Sei que morrerei na minha loucura sem saber da  verdadeira sabedoria. Volto para  o meu criador pedindo perdão por querer ser  Deus.

O VASO

Lugar onde todos sentam. Lugar onde todos exprimem suas revoltas. Lugar onde senimos sós. Lugar onde  exprimimos de  dor e alívio. Ah! Acabei! Tchau!