AS APARÊNCIAS
Estão, simplesmente,
por estar.
Não passam além
do próprio estar.
Do próprio rótulo.
Nos distinguimos
por aquilo que
não somos.
Por aquilo que
não temos.
Somos belos.
Somos feios.
Somos importados.
Somos cópias
daquilo que
não somos.
Chegam os fios
brancos,
a estética,
pinta-se de
uma beleza
vulgar.
O corpo envelhece,
o artista plástico
modela-o e
engana a vida.
E o fim?
Todos nós dentro
de uma mesma
caixa, de
madeira comum.
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