Sem rótulo
Bravo!
Bravíssimo!
Oh, gente ignorante!
Caminhais
e não conheceis
vosso semelhante?
Sentais
ao lado de um
homem
e jamais quereis
saber quem é?
Somos todos animais?
Somos todos criminosos?
Ou seremos
a imagem e semelhança
do próprio Deus?
Reza-se o Credo
e definha-se a
própria vida
com o aço da morte.
Cretino!
Farisaista!
Hipócrita!
Rotulamo-nos
por aquilo que
não podemos ser.
Minha ignorância
é não compreender
a nossa distinção,
a nossa sociabilidade.
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