Molecas
Molecas sempre
travessas,
sempre a me chamar
de poeta.
Duas inseparáveis
infância,
sempre a pedir
guloseimas,
sempre a pedir
ao sorveteiro
para caprichar
nas cores deliciosas,
e se lambuzar
nas estrepulices
da meninice.
Com sorriso de
molecas,
a pança cheia,
a boca suja com
as cores doces,
brincam com suas
energias plenas
em travessuras
de pique-esconde,
de amarelinhas
ou quem sabe de
pular corda.
Molecas sempre
travessas,
cantam para dormir
embaladas ao som
de histórias maternas.
Já não pedem guloseimas
apenas sonham
em ser sempre
crianças,
criança sapeca,
criança moleca.
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